A “dor nas costas” é a queixa dolorosa mais comum entre a população em geral, ficando atrás apenas da dor de cabeça. No meio esportivo, esses números se mantém, sendo a dor na região da coluna lombar uma das mais relatadas entre atletas e praticantes de atividade física. O termo “lombalgia” é o mais empregado na definição desse tipo de dor (do prefixo lombo, referente à região baixa da coluna, ou coluna lombar; e do sufixo algia, do grego álgos, referente à dor).
A lombalgia é um quadro que merece atenção especial, pois além de ser muitas vezes incapacitante, é frequentemente subjugada tanto pelos indivíduos acometidos como por profissionais da saúde. O quadro não pode ser facilmente caracterizado, devido a grande variedade de sinais e sintomas encontrados nos mais diferentes tipos de pacientes. Podemos citar a sensação de “peso” ou “cansaço” na coluna lombar, de localização difusa e aparecimento ao final do dia ou após atividades físicas de média a longa duração; ou ainda a sensação de “pontada” ou “agulhada”, esta de localização mais pontual, podendo surgir inesperadamente durante ou após um esforço físico intenso.
Espera-se, portanto, que tantos quadros dolorosos distintos estejam relacionados a causas também distintas. A lombalgia pode ter como principais causas: desequilíbrios musculares, hérnia de disco, mal alinhamento ósseo (como escoliose estrutural, por exemplo), encurtamentos musculares e déficit da musculatura estabilizadora profunda. Essa musculatura é denomidada tônica ou postural, composta por fibras vermelhas do tipo I, de contração lenta e alta resistência à fadiga. Essas características permitem que os músculos posturais atuem durante a maior parte do dia, estabilizando a coluna.
Entretanto, quando há fraqueza ou déficit de ativação desses músculos, há uma consequente falha no mecanismo de estabilização, predispondo a coluna a sobrecarga mecânica devido a indesejados micromovimentos articulares. Esse é um dos mecanismos de lesão da lombalgia.
Para tratamento ou prevenção deste quadro, preconiza-se a estabilização da coluna lombar através da ativação e do fortalecimento dos músculos posturais. Para isso, o treinamento de tais músculos é de extrema importância para bons resultados na terapia. Os músculos a serem trabalhados são os músculos do CORE (multífidos – região posterior; transverso do abdomen – região anterior; diafragma – região superior; assoalho pélvico – região inferior), que juntos compõem um centro de força e estabilidade para o tronco.
Referências:Barr KP, Griggs M, Cadby T. Am J Phys Med Rehabil 2005; 84: 473–480.
Kibler WB, Press J, Sciascia A. Sports Med 2006; 36 (3): 189-198.
Willson JD et al. J Ameri Acad Orthop Surgeons 2005, 13 (5); 316-325.
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Willson JD et al. J Ameri Acad Orthop Surgeons 2005, 13 (5); 316-325.

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