quinta-feira, 2 de maio de 2013

CONSUMO DE ÁLCOOL AFETA O SEU DESEMPENHO NOS TREINOS

O consumo excessivo de álcool é um dos mais importantes fatores de risco para a saúde no mundo. A relação entre esporte, atividade física e ingestão de álcool é clara e conhecida há muito tempo. O álcool continua a ser a droga mais consumida entre os atletas. Seu uso está diretamente relacionado a lesões em eventos esportivos e parece evocar efeitos prejudiciais na capacidade de exercício. Estudos experimentais em humanos comprovam efeitos agudos (dose única) e crônicos (doses repetidas por determinado período) do consumo de etanol. Tais estudos sugerem que o consumo de álcool diminui o uso de glicose (açúcar) e aminoácidos pelos músculos esqueléticos, interfere nos depósitos de energia e altera o metabolismo durante o exercício. Por outro lado, existem evidências que a atividade física pode atenuar os efeitos do álcool (estudos mostraram que as mitocôndrias, que são as unidades celulares responsáveis pela produção de energia, aumentaram sua capacidade de metabolizar o álcool em pessoas que praticavam exercícios). Além disso, a atividade física parece reduzir os efeitos oxidantes causados pelo álcool. O consumo de álcool pode afetar outros sistemas que, por sua vez, podem influenciar negativamente na performance de atletas. Vale lembrar que o consumo excessivo de álcool está associado ao aparecimento ou agravamento de doenças cardíacas, hepáticas e psiquiátricas. 
Sabe aquelas caipirinhas que você toma no happy-hour do trabalho? Elas podem afetar o desempenho de sua atividade física no dia seguinte! O consumo de álcool antes e depois dos treinamentos, mesmo que moderadamente, pode causar problemas e reduzir a qualidade do exercício.
Por incrível que pareça, evidências científicas comprovam que o consumo de bebidas alcoólicas causa desidratação. Um atleta desidratado tem o desempenho muito comprometido e pode sofrer com tonturas, fraqueza. Em casos mais graves, o atleta pode desmaiar e sofrer de problemas nos rins. Desidratado, o atleta também tem mais chances de sofrer com lesões musculares.
Segundo estudo da Universidade de Helsinki publicado no Journal of Alcohol Clinical and Experimental Research, o consumo de álcool horas antes do exercício também acelera a frequência cardíaca, diminuindo o desempenho, aumentando a fadiga e, em alguns casos mais extremos, pode causar sérios problemas de saúde.
Após o treinamento, álcool também deve ser evitado para garantir uma melhor recuperação do corpo. A ingestão de bebidas pode acentuar a fadiga muscular causada pelo exercício, uma vez que as substâncias aumentam a produção de ácido lático, que provoca as dores musculares e as cãibras.
E não adianta pensar que o álcool pode suprir o corpo com as calorias necessárias para a produção de energia. Além de não ter nenhum valor nutritivo  as calorias presentes no álcool são utilizadas principalmente para a geração de calor, e não são convertidas em glicogênio, o maior combustível para atividade muscular.
Além de alterações no metabolismo, o álcool atua também no sistema nervoso, comprometendo uma série de funções motoras e cognitivas. Ninguém quer treinar meio alcoolizado, tropeçando ou derrubando pesos por aí, né?
Com todas os problemas citados neste post, é razoável afirmar que o álcool não combina com exercício físico. Mas, assim como tudo na vida, é preciso ter bom senso e discernimento. Não é necessário eliminar completamente o álcool de sua vida, mas você deve saber as alterações que ele causa no corpo e entender quando a bebida está afetando seu desempenho.


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